
Ao longo do tempo, o que determina o resultado de um investimento não é apenas o indexador que ele acompanha, mas o retorno líquido efetivamente capturado pelo investidor. Diferentes veículos podem seguir o mesmo CDI e, ainda assim, gerar resultados distintos ao longo dos anos. Tributação, come-cotas, custos, reinvestimento dos rendimentos e eficiência operacional influenciam diretamente essa trajetória e, no longo prazo, fazem diferença relevante no resultado acumulado.
A estrutura de um veículo de investimento tem impacto no retorno líquido que o investidor terá ao final. Ainda que duas soluções entreguem exposição semelhante ao CDI, o resultado líquido acumulado pode ser significativamente diferente quando o investimento é analisado em períodos mais longos.
A recente expansão da oferta de ETFs de renda fixa na B3 reflete a evolução dos investidores, que se tornam mais criteriosos. E para atender este investidor que a Itaú Asset lançou o CDIB11, com estrutura eficiente, possibilitando exposição ao CDI através de um ativo negociado em bolsa, transparente e padronizado aos investidores.
CDIB11 traz eficiência para o investidor que busca retorno pós-fixado, mas sem a incidência do tributo come-cotas, que é a antecipação de imposto sobre rendimento, cobrados semestralmente em maio e novembro. Nos fundos DI tradicionais, esta antecipação semestral de imposto reduz a base de capital investida, o que compromete o efeito de acumulação ao longo do tempo. No ETF, a ausência de come-cotas permite que o capital permaneça integralmente investido, resultando em maior retorno para o investidor.
Outro ponto relevante é o prazo-alvo de aproximadamente 800 dias do CDIB11, que permite o enquadramento tributário de longo prazo e garante ao investidor a alíquota de 15% de imposto de renda sobre o ganho de capital, cobrada apenas no momento da venda e independente do período efetivo de investimento.
O CDIB11 tem sua carteira composta predominantemente por Tesouro Selic e mantém exposição a NTN-B com objetivo de garantir o prazo-alvo de 800 dias. Essa composição pode gerar desvios pontuais em relação ao CDI no curto prazo em função das movimentações na curva de juros futuros, que por sua vez vão exercer impacto na NTN-B presente na carteira. Esse tema já foi pauta de outra coluna por aqui.
Ainda assim, esses desvios tendem a não comprometer o resultado no horizonte mais longo. A própria estrutura da carteira, combinada à eficiência tributária, contribui para que o retorno acumulado líquido possa superar o CDI ao longo do tempo.

O gráfico acima mostra que ao longo do tempo, os ETFs ajudam investidores a obterem retorno acumulado superior ao CDI por serem veículos de investimento eficientes, o que se reflete em maior patrimônio ao longo do tempo.
E nesse contexto, o CDIB11 passa a ser mais uma alternativa dentro da gestão de liquidez, ao combinar exposição ao CDI com ganhos estruturais de eficiência operacional e tributária.
