Em um país marcado por memória inflacionária profunda, a busca constante por proteção do poder de compra é natural. A relação do investidor brasileiro com os títulos do Tesouro IPCA+ já está consolidada: eles são elementos estruturais na composição de portfólios.

Tradicionalmente acessados por meio do Tesouro Direto ou de fundos de renda fixa, agora os investidores podem investir de uma nova forma. Mais eficiente, simples e, sobretudo, mais alinhada às demandas modernas de quem busca construir patrimônio de forma inteligente.

Lançamos, na Itaú Asset, três novos ETFs de renda fixa focados em IPCA+, cada um dedicado a um vencimento específico: TD3511, TD5011 e TD6011. Todos oferecem exposição direta a títulos do Tesouro IPCA+ em uma estrutura que combina eficiência tributária, simplicidade operacional e maior potencial de acumulação de capital ao longo do tempo.

Assim como ocorre em outros mercados globais, o ETF se consolida como veículo versátil, transparente e competitivo para estratégias de renda fixa. Com a chegada desses produtos, amplia-se o conjunto de ferramentas disponíveis para a construção de carteiras eficientes no Brasil.

A lógica por trás do novo formato

Os novos ETFs de IPCA+ seguem a mesma tese histórica que guia o investidor brasileiro: proteger o poder de compra e capturar juros reais elevados. A diferença está no formato. Ao replicarem índices compostos por títulos do Tesouro IPCA+ de prazos definidos, os ETFs oferecem acesso direto e automatizado a esses títulos, sem necessidade de lidar com vencimentos individuais, reinvestimentos manuais ou seleção de papéis.

A estrutura adiciona ainda características que diferenciam esses ETFs do investimento direto e, sobretudo, dos fundos tradicionais de renda fixa. O resultado é um veículo mais eficiente, mais leve e mais aderente ao que o investidor moderno busca.

Entre os diferenciais mais relevantes estão:

  • Alíquota única de IR de 15% independentemente do prazo da aplicação;
  • Ausência de come-cotas, o que preserva o patrimônio ao longo do tempo;
  • Sem cobrança de IOF, ampliando o retorno líquido especialmente nos primeiros meses de investimento;
  • Isenção total de imposto sobre cupons, permitindo que os rendimentos sejam recebidos e reinvestidos integralmente;
  • Possibilidade de postergar o pagamento de IR indefinidamente, já que o imposto só incide quando as cotas dos ETFs são vendidas pelo investidor;
  • ETF que nunca vence: dois anos antes do vencimento dos títulos originais, os índices irão migrar para o IMA-B5 e o ETF segue sua trajetória normalmente;
  • Taxa de administração competitiva, equivalente a 0,20% ao ano, inferior à média dos fundos tradicionais;
  • Custo de negociação (spread) menor do que o observado na compra direta via Tesouro Direto graças ao rebalanceamento e à negociação institucional do índice.

Essas características constroem um produto fiscalmente mais eficiente do que fundos de renda fixa tradicionais e mais simples de operar do que a compra direta dos papéis.

Entre todos os diferenciais, um se destaca pela magnitude de seu impacto: o reinvestimento automático dos cupons sem incidência de imposto. Esse detalhe técnico cria um efeito de composição que potencializa a acumulação de capital de forma expressiva.

O exercício histórico do Tesouro IPCA+ 2024 ilustra isso claramente. Em uma estrutura equivalente, o retorno acumulado ao longo do ciclo do título apresentou diferença superior a 500% quando comparado ao investimento direto com incidência de imposto sobre os cupons distribuídos. 

Ao permitir que todo rendimento seja reinvestido de forma integral, sem perdas intermediárias para tributação, a arquitetura dos ETFs amplia a capacidade de geração de patrimônio ao longo do tempo.

Eficiência na disciplina

Os novos ETFs TD3511, TD5011 e TD6011 surgem alinhados às necessidades e hábitos do investidor brasileiro, apresentando estratégias de juros reais com proteção contra inflação com eficiência, vantagens operacionais e tributárias.

Em um ambiente em que a construção de patrimônio exige disciplina, clareza e eficiência, os fundos representam uma forma mais moderna de investir em renda fixa no Brasil.

Bruno Tariki é formado em Administração de Empresas pelo Insper e atua no mercado financeiro desde 2002. Atuou por 13 anos na gestão de fundos de ações na Bradesco Asset Management, onde passou a gerir fundos indexados e participou do lançamento do primeiro ETF da instituição. Integrou a equipe de gestão dedicada a mandatos indexados e ETFs da XP Asset Management entre 2021 e 2025. Bruno se junto à equipe de gestão Indexados e ETFs da Itaú Asset em 2025.