Se você viveu os anos 90 ou acompanha o cenário pop global, deve saber que a música "Estoy Aquí" marcou o início da consagração internacional de Shakira, a maior exportação cultural da Colômbia. Com o lançamento do COLO39 na B3, o mercado acionário colombiano passou a estar aqui, disponível aos investidores na B3.

Trazido pela Global X, o novo ETF global chega para permitir diversificação geográfica na América Latina. A gestora passa agora a ter dois veículos focados em empresas da América Latina, visto que em 2025 lançou o ARGT39, ETF global para exposição às principais ações da Argentina.

Mas será que vale a pena olhar para além das nossas fronteiras e alocar capital na economia do café e das commodities?

O protagonista da vez

Investir diretamente no exterior ficou mais fácil ao longo dos anos, mas tem as suas nuances. Envolve burocracia, custos de câmbio, uma dose maior de preocupação com imposto de renda e sucessão patrimonial.

Durante a cerimônia do Ring the Bell, evento realizado na B3 na última quarta-feira para marcar o lançamento do COLO39, Arthurito Faria Lima reforçou que o ETF é um instrumento que resolve várias dores do investidor: liquidez, diversificação, redução de custos. Tudo isso de forma segura, eficiente e transparente. Sob essa ótica, o COLO39 chega com o papel de protagonista. Ele é a primeira exposição pura e direta à Colômbia através da B3

Segundo Sabrina Fragomeni, head de Sales na Global X, a demanda por este ativo não surgiu do nada; veio do próprio investidor brasileiro, que busca descorrelacionar o risco Brasil sem necessariamente se prender apenas ao mercado norte-americano ou europeu.

Sabrina Fragomeni, Head de Sales e Business Development da Global X

O Ritmo do Crescimento Colombiano

O veículo replica o índice MSCI All Colombia Select 25/50, reunindo uma cesta seleta de 26 empresas que representam o coração corporativo do país.

Cerca de 20% do patrimônio do fundo está exposto ao Grupo Cibest, uma holding controlada de um dos maiores ecossistemas financeiros da América Latina. 8,3% do ETF estão expostos à Ecopetrol, a principal empres deexploração, produção e distribuição de hidrocarbonetos do país, detendo 100% da capacidade de refino da Colômbia.

Por que a Colômbia Agora? A analogia do café

Imagine que montar uma carteira de investimentos é como preparar um blend de café especial. Se você colocar apenas grãos do mesmo tipo (exposição a um só pais, por exemplo), o sabor será plano e você estará totalmente exposto a uma eventual quebra daquela safra específica. O COLO39 funciona como aquele grão arábica colombiano selecionado: ele permita um sabor diferente para o seu portfolio. Mas como em toda receita, é preciso tomar cuidado para não errar a mão na dose e prejudicar o resultado final.

De acordo com Fragomeni, o fundo subjacente (ETF COLO) teve um crescimento superior a 50% nos últimos 12 meses. Além disso, as projeções apontam para um crescimento econômico da Colômbia na casa dos 3,5%, superando de longe a média esperada para a região. É um mercado impulsionado por uma população de mais de 50 milhões de pessoas e uma classe média em franca expansão de consumo, comentou Sabrina.

O investidor brasileiro ganha mais uma possibilidade de alocação. Mais uma geografia que se torna disponível para acesso. O que o investidor precisa se atentar é que nesse caso trata-se de um ativo de país emergente, algo mais nichado. Logo, o investidor precisa levar isso em consideração para balizar o percentual tolerável do COLO39 na carteira.

O fato é: COLO39 está aqui.