A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China deixou de ser apenas um tema geopolítico, ela já está moldando cadeias produtivas, políticas industriais e, cada vez mais, oportunidades de investimento. Três áreas despontam como pilares dessa nova corrida: terras raras, semicondutores e tecnologia espacial. Todas elas têm algo em comum: são estratégicas, críticas para a economia do futuro e apresentam forte assimetria entre demanda crescente e oferta limitada.

As terras raras, apesar do nome, não são tão raras assim. O que é escasso é a capacidade de extração, processamento e fabricação de produtos derivados desses elementos. Hoje, a China domina cerca de 70% da mineração global, 85% do processamento e 92% da produção de ímãs de terras raras, segundo pesquisas feita pela Global X. Essa concentração cria riscos de oferta, mas também oportunidades para empresas que buscam diversificar a cadeia, como MP Materials nos EUA e Lynas na Austrália. A demanda, por sua vez, deve saltar de 171 mil toneladas em 2022 para quase 240 mil toneladas em 2030, impulsionada por veículos elétricos, robótica, turbinas eólicas e eletrônicos de consumo.

Fonte: Global X

Se as terras raras são o “sangue” da tecnologia moderna, os semicondutores são o cérebro. A revolução da inteligência artificial está redefinindo completamente o setor. GPUs, ASICs, memórias de alta largura de banda e interconexões ultra rápidas se tornaram essenciais para treinar modelos cada vez maiores. A Global X estima que o mercado global de semicondutores pode ultrapassar US$ 1 trilhão até 2030, com chips de IA respondendo pela maior parte desse crescimento. A construção de data centers especializados, verdadeiros “supercomputadores”, também deve acelerar: a capacidade global dedicada à IA pode crescer 3,5 vezes até 2030, exigindo investimentos trilionários em infraestrutura.

Fonte: Global X

E enquanto IA e semicondutores avançam, a tecnologia espacial vive sua própria revolução. O setor deixou de ser exclusivamente governamental e passou a ser impulsionado por empresas privadas, que desenvolvem satélites menores, lançadores reutilizáveis, sistemas de comunicação orbital e aplicações comerciais que vão de monitoramento climático à internet de alta velocidade. A corrida espacial é, hoje, parte da disputa estratégica entre EUA e China, e deve movimentar centenas de bilhões de dólares nas próximas décadas.

Fonte: Global X

Para o investidor, acompanhar essas transformações pode ser desafiador. São setores complexos, globais e altamente especializados. É justamente aí que os ETFs temáticos ganham relevância: eles permitem acessar essas teses de forma diversificada, transparente e prática. Pensando nisso, a Global X trouxe para a B3, 3 novos BDRs de ETF:

O Global X Rare Earth & Critical Materials ETF (EART39) reúne empresas ligadas à cadeia de terras raras, mineração, processamento e fabricação de ímãs.

O Global X AI Semiconductor & Quantum ETF (CHPX39) oferece exposição ao ecossistema completo de semicondutores de IA, incluindo GPUs, ASICs, memória avançada, redes de alta velocidade e empresas de computação quântica.

E o Global X Space Tech ETF (ORBX39) captura a expansão da economia espacial, investindo em satélites, lançadores, infraestrutura orbital e tecnologias emergentes.

Terras raras, semicondutores e tecnologia espacial formam a espinha dorsal da economia do século XXI, e a disputa entre Estados Unidos e China acelera ainda mais a necessidade de inovação, autonomia produtiva e investimentos maciços em infraestrutura.

Para o investidor, isso significa que essas teses deixaram de ser narrativas futuristas e se tornaram tendências estruturais, com ciclos de crescimento que podem se estender por décadas. Ao mesmo tempo, são setores complexos, com cadeias globais e riscos específicos. Por isso, os ETFs temáticos surgem como ferramentas eficientes para capturar essas transformações de forma diversificada, transparente e acessível.

Com EART39, CHPX39 e ORBX39, a Global X amplia o acesso do investidor brasileiro a três dos pilares mais estratégicos da nova economia, do subsolo ao espaço, permitindo participar de uma corrida tecnológica que está redefinindo indústrias, países e o próprio futuro da inovação.

Flávio ingressou na Global X ETFs em 2022 como Analista de Mercado de Capitais e atualmente é o Head de produtos do Brasil. Ele é responsável por comunicar a proposta de valor da Global X, detalhando os ETFs temáticos da empresa, além de outros produtos e serviços. Com mais de 7 anos de experiência no setor de investimentos, Flávio atuou anteriormente como Analista de Investimentos na Mirae Asset, onde trabalhou com ações, renda fixa e derivativos. Flávio é formado em Engenharia pela Universidade FEI e possui o certificado de Gestor de Portfólios (CGA-ANBIMA).