Quando pensamos em tecnologia, é comum pensar em chips, robôs, carros elétricos ou inteligência artificial. Mas tem um elemento bem menos óbvio e essencial que está por trás de tudo isso: o cobre. O metal não aparece muito nas manchetes, não tem o hype das big techs, mas é absolutamente indispensável para que a economia moderna funcione e para que a economia do futuro exista.

Nos últimos anos, o mundo entrou em uma fase de aceleração tecnológica impressionante. A eletrificação avança, a IA exige cada vez mais infraestrutura, os data centers não param de crescer, os veículos elétricos começam a ganhar escala e a automação se espalha por diversos setores. Em comum, todos esses movimentos dependem de um único material: o cobre.

O quê que o cobre tem?

O metal de número atômico 26, com descoberta datada desde 9000 a.C., é um excelente condutor elétrico, condutor térmico, além de ser um material bastante maleável, está amplamente disponível no planeta. Por isso, tornou-se parte essencial da economia digital, estando presente nos mais diversos produtos, como redes elétricas; motores e baterias; painéis solares e turbinas eólicas; data centers; veículos elétricos e robôs e sistemas automatizados.

Fonte: Mineral Commodity da U.S. Geological Survey

E a demanda só aumenta.

Fonte: Charter Disruption da Global X

De onde vem toda essa demanda?

A transição energética exige redes mais robustas, maiores e mais eficientes. Cada nova linha de transmissão, cada estação de recarga e cada megawatt de energia renovável consome quantidades significativas de cobre.

A corrida pela IA também está criando uma explosão de demanda por energia e infraestrutura. Os novos data centers são gigantescos, muito maiores do que os tradicionais, e precisam de cobre para cabos, transformadores e sistemas de resfriamento. Quanto mais IA, mais energia. Quanto mais energia, mais cobre.

Outro exemplo são os carros elétricos, que utilizam até quatro vezes mais cobre do que um carro a combustão. Robôs industriais, humanoides e sistemas autônomos também dependem intensamente do metal. Ou seja: o cobre está no centro de todas as grandes tendências tecnológicas da década.

Fonte: Charter Disruption da Global X

Apesar de toda essa revolução energética e tecnológica, há uma grande preocupação: a oferta não acompanha o ritmo da demanda, o que resulta em alguns desafios, a exemplo de:

  • Minas antigas apresentam queda de produtividade;
  • Poucos novos projetos de grande escala;
  • Longos processos de licenciamento;
  • Concentração da produção em poucos países.
Fonte: Charter Disruption da Global X

Esse desequilíbrio cria um cenário favorável para o preço do cobre no longo prazo e, consequentemente, para as empresas que o produzem.

E como seria possível acessar o universo do cobre?

Para quem busca capturar essa tendência estrutural sem a necessidade de selecionar empresas específicas, existem instrumentos que reúnem companhias globais de mineração de cobre em uma única exposição, como é o caso do Global X Copper Miners ETF (BCPX39). Esse tipo de veículo permite acessar o setor de forma agregada, acompanhando a dinâmica de um mercado ligado à expansão da infraestrutura energética e tecnológica.

Nesse contexto, o cobre passa a ocupar um papel relevante em estratégias de longo prazo, à medida que sua demanda se conecta com movimentos como eletrificação, digitalização e automação.

Flávio ingressou na Global X ETFs em 2022 como Analista de Mercado de Capitais e atualmente é o Head de produtos do Brasil. Ele é responsável por comunicar a proposta de valor da Global X, detalhando os ETFs temáticos da empresa, além de outros produtos e serviços. Com mais de 7 anos de experiência no setor de investimentos, Flávio atuou anteriormente como Analista de Investimentos na Mirae Asset, onde trabalhou com ações, renda fixa e derivativos. Flávio é formado em Engenharia pela Universidade FEI e possui o certificado de Gestor de Portfólios (CGA-ANBIMA).