
➡️ Cresceu, agora é hora de aparecer: ainda olhando para as conquistas de 2025, a B3 lançou um apanhado de dados e perspectivas de executivos do mercado a respeito do ano passado.
No ano, o patrimônio sob gestão via ETFs custodiados no Brasil foi de R$ 54 bilhões para R$ 91 bilhões. O número de investidores viu um salto de mais de 200 mil novos cotistas.
A indústria de ETFs, no entanto, ainda representa menos de 1% de tudo que há investido em fundos tradicionais no país. E é aí que entra a opinião dos especialistas para entender como virar o jogo. Leia aqui o conteúdo completo.
➡️ Um trilhão até 2030: veterano no mercado de ETFs, Bruno Stein crava sua aposta para o patrimônio alocado em ETFs no Brasil. À frente dos fundos de bolsa na Galapagos Capital, o executivo acredita que “os números falam por si”:
“[...] crescimento forte e inédito das gestoras locais, aumento consistente de AUM e uma avalanche de novos lançamentos. Pipocam notícias de gestores querendo entrar no negócio — e chama atenção a ausência de críticas relevantes, tão comuns no passado. O momento chegou. Até os antigos opositores pularam no barco.” Continue a leitura.
Um dos grandes desafios para o mercado de ETFs no Brasil é a compreensão de que, apesar de viverem na bolsa de valores, os ETFs podem acessar todas as classes de investimentos.
Entre elas, até mesmo a renda fixa mais conservadora: os títulos públicos pós-fixados que acompanham a taxa Selic.
A crescente oferta de ETFs de renda fixa (e, cada vez mais, de ETFs de títulos do tesouro de diferentes naturezas) traz à tona algumas dúvidas.
Quando o assunto é Tesouro Selic, a dúvida mais importante de todas talvez seja: por que investir nos títulos por meio de um ETF?
A resposta vem com a experiência do gestor Bruno Tariki, da Itaú Asset Management, que assina a coluna exclusiva desta semana na tudoETF.
Hoje, pegamos emprestado alguns insights de Bryan Armour, diretor de research na área de ETF e estratégias passivas para a Morningstar na América do Norte.
Em sua coluna mais recente, o executivo pautou os avanços dos fundos indexados desde os anos 1970, quando foram lançados ainda fora da bolsa de valores.
Com um início controverso, em que a crítica via investir em um fundo de índice como “se contentar com ganhar a média” ou até mesmo um tipo de investimento essencialmente anti-americano em sua filosofia, o produto ganhou tração em diversas frentes, da adesão institucional à melhoria tecnológica.
As vantagens do investimento indexado, hoje dominado pelos ETFs (que só chegaram nos anos 1990), você já acompanha por meio da tudoETF, podendo sempre revisitar nosso arquivo quando necessário.
O que nos interessa na reflexão de Bryan, intitulada “What Today’s Index ETFs Get Right, and Wrong, for Investors”, é justamente a segunda parte.
“As virtudes da gestão indexada foram baseadas em pesquisas de fôlego, controle de custos e taxas baixas. É seguro dizer que nem todos os mais de 2 mil ETFs passivos no mercado [norte-americano] seguem esses mesmos padrões.”
No mercado americano, a indústria de ETFs atualmente acompanha mais de 1800 índices. Mais relevante que isso é o dado de que cerca de 300 ETFs indexados cobram taxas anuais de 0,75% (no Brasil, o número pode não chocar, mas, para o americano, é absurdo, já que há ETFs cobrando menos de 0,1%).
“Desconfie de novas estratégias que, por acaso, cobram taxas elevadas.”
Um dos pontos de Bryan é que os custos de alguns ETFs indexados hoje chegam a ultrapassar a média do custo de ETFs de gestão ativa, aqueles que não precisam apenas acompanhar um índice.
Encerrada a revisão do artigo do especialista, podemos olhar para o nosso cenário. O brasileiro ainda está aprendendo a investir em fundos negociados na bolsa e talvez não veja tanta diferença entre os custos de dois ETFs que seguem o mesmo mercado (afinal, a indústria de fundos tradicionais ultrapassa com facilidade quando o assunto é taxa).
Mesmo assim, à medida que o mercado cresce e se consolida, já saímos do cenário em que a bolsa contava com apenas um ETF de ouro, um só de Bitcoin e por aí vai. A decisão de investimento nunca deve se pautar apenas pelo preço, mas ela também não deve ignorá-lo.
Outro ponto é a pressão que isso coloca sobre a liberação de ETFs de gestão ativa. A CVM, que regula o mercado de investimentos no Brasil, ainda não permite que um gestor de ETF busque retornos acima de um índice de forma deliberada.
O mercado local ainda precisa empacotar suas estratégias em índices, no lugar de apenas decidir bater um benchmark já existente por meio de sua estratégia própria. Criar, manter e seguir um índice são fatores que geram custos e, naturalmente, quem paga a conta é o investidor.
Como comentamos em dezembro, a gestão ativa entrou na agenda da CVM de 2026. É esperar para entender se uma nova onda de mudanças está a caminho por aqui também.
Com quase 300 respondentes, a pesquisa mais recente lançada pela Bitwise com a VettaFi foca no comportamento do profissional de investimentos dos EUA (o financial advisor) em relação aos ativos digitais.
Por aqui, fizemos um recorte do estudo que diz respeito aos ETFs.

Na hora de adicionar exposição à carteira dos clientes, 77% dos entrevistados optam pela recomendação de ETFs, como o gráfico acima demonstra.
Ao escolher um ETF, os assessores demonstram que o aspecto mais importante é o custo (31%), seguido pela oportunidade de investir em um ETF cuja cesta é diversificada em diversos ativos digitais (17%).
Você pode conferir o conteúdo completo [em inglês] clicando aqui.