
🟢 Quais ETFs mais pagaram dividendos em 2025? A Elos Ayta fez um levantamento exclusivo para a B3 com os ETFs que mais pagaram dividendos no ano passado, com base no dividend yield (DY).
A lista inclui diversos BDRs de ETFs, que muitas vezes são esquecidos pelo investidor. No artigo, você também relembra a diferença entre dividendos normais e dividendos sintéticos. Clique para ler.
🟢 O primeiro ETF exclusivamente atrelado à Venezuela: foi necessária uma crise geopolítica para que Wall Street se interessasse em uma exposição exclusiva ao país. A gestora Teucrium registrou pedido junto à SEC, responsável pela regulação do mercado financeiro dos EUA, para a criação de um ETF que acompanhe o índice MarketVector Venezuela Exposure.
O benchmark segue ações de empresas com 50% ou mais da sua receita total proveniente de operações na Venezuela. A bolsa de Caracas possui menos de 40 empresas listadas e uma capitalização de cerca de US$ 22,5 bi. Já a nossa bolsa está perto dos US$ 900 bi. Os dados são do Valor Investe, onde você pode seguir a leitura.
A Morningstar fez uma reflexão sobre a intensidade da indústria de ETFs no ano de 2025. Entre os dados levantados, o veículo destacou que 92% dos mais de mil ETFs criados no ano passado não seguem um índice: uma verdadeira mudança de paradigma para quem ainda associa ETFs apenas à gestão passiva e ao termo “fundo de índice”.
Um ponto de crítica feito pela Morningstar é o que os autores chamam de “canhão de espaguete”: Wall Street atirou o que podia na parede para ver o que colava.
Um exemplo disso são os mais de 200 ETFs de uma ação só, muitos deles alavancados (se a ação sobe tantos por cento, o ETF dá ao investidor o dobro do retorno).
A crítica aqui está no oportunismo: longe de serem veículos de criação de patrimônio a longo prazo, diversas casas estadunidenses aproveitam a popularidade que uma certa ação ganhou para embalar um novo ETF. Em pouco tempo, os custos de colocar o produto de pé se pagam com as taxas dos seus cotistas, mesmo que o investidor saia perdendo.
A Morningstar ressalta que o principal desafio dos provedores de novos ETFs é oferecer estratégias relevantes o suficiente para fazer o investidor repensar sua alocação, refinando sua exposição para além de ETFs de índice amplo já em sua carteira.
Aqui, fica clara a diferença de maturidade dos mercados: no Brasil, ainda estamos em um momento de educação anterior, com muitos investidores que sequer sabem da simplicidade e a eficiência que um ETF pode trazer em comparação a estratégias como stock picking ou produtos como fundos tradicionais.
Se você investe diretamente em ETFs negociados em Wall Street, talvez se interesse pela tabela de melhores e piores novos ETFs que os analistas da Morningstar reuniram. Clique para ler o conteúdo [em inglês].
Se tem mercado, tem ETF: esse é o mantra por trás de tantos fundos temáticos, que se expõem a ações tão diversas quanto empresas envolvidas na exploração espacial até startups que pesquisam usos medicinais de psicodélicos.
Os agonistas de GLP-1 compõem uma classe de medicamentos voltados ao tratamento da diabetes tipo 2, mas que, pelo efeito supressor do apetite, se tornaram alternativas para o emagrecimento (não sem uma boa dose de controvérsia, é claro).
Ozempic, Wegovy, Mounjaro: você certamente já ouviu falar de alguma dessas marcas.
Com a popularidade, vieram os ETFs. Conheça alguns que são negociados em Wall Street, a partir de um levantamento feito pelo ETF Database.
Em um mercado em que novos ETFs americanos tendem a ter gestão ativa, o THNR, da Amplify, se destaca por simplesmente acompanhar um índice. O benchmark VettaFi Weight Loss Drug & Treatment segue empresas dedicadas à pesquisa de medicamentos GLP-1 e seus similares.
Sua maior posição, representando 14,3% do portfólio, é a Novo Nordisk, empresa dinamarquesa por trás do Ozempic e com ação negociada na NYSE. Lançado no começo de 2024, o ETF, por enquanto, acumulou apenas 3,39% de alta.
Lançado também em 2024, o OZEM, da Roundhill, viu um salto de 44% no ano passado, próximo ao seu retorno histórico. Autodeclarado o primeiro ETF de GLP-1 do mundo, o fundo se embasa nos dados do Goldman Sachs de que, até 2030, esse mercado chegará a valer US$ 130 bi.
O ETF conta com gestão ativa e sua mais recente carteira é liderada pela exposição em Novo Nordisk e, naturalmente, em ações da Lilly, a produtora do Mounjaro.
Criado no fim de 2023, o HRTS é gerido pela americana Tema. O tema, aliás, é um pouco mais amplo: um ETF voltado a inovações no tratamento da obesidade e de doenças cardiológicas e metabólicas.
Com mais de 34% de valorização desde sua criação, outras gigantes da indústria farmacêutica têm mais peso no portfólio do que a Novo Nordisk, por exemplo, incluindo Roche, Merck e Johnson & Johnson.
Disco de platina: o brilho dos ETFs de metais preciosos
Se você tem lido as edições mais recentes da tudoETF com regularidade, sabe que, semana sim, outra também, o ouro é assunto por aqui. Não é à toa: a imagem a seguir mostra como os últimos meses foram especiais para a commodity, que liderou os aportes em sua classe.
Nos EUA, os ETFs de commodities tiveram um fluxo de investimento de US$ 58 bi em 2025, dos quais US$ 48,5 bi se devem ao ouro.
Aqui, podemos encarar o gráfico com um olhar relativamente global, já que muitos ETFs locais, inclusive alguns brasileiros, expõem seus investidores a algum ETF de ouro de grande porte em Wall Street.

Mas não é só de ouro que a caixa de joias do investidor de ETF pode ser preenchida. O PPLT, ETF de platina da Aberdeen, teve um retorno anual de cerca de 157%. Já o ETF de prata SLV, gerido pela BlackRock, fechou com ganhos acima de 160%.
Sumit Roy, colunista e analista sênior na etf.com, aponta para o loop entre apreciação dos metais e alto fluxo de capital investido.
A comparação mais recente, para o especialista, é o ano de 2011, que fechou com alta demanda por investimentos em metais preciosos, ainda refletindo a recente crise de 2008, quando investidores buscavam segurança em seus portfólios.
Dessa vez, Roy aponta que o sinal é menos específico: os preços refletem um “coquetel de preocupações”, segundo ele, da crise geopolítica global às pressões feitas ao banco central americano.
A platina não se destaca só por sua raridade. Entre suas principais consumidoras está a indústria de automóveis: o uso mais expressivo se dá na produção de conversores para a redução de emissões nocivas, principalmente em motores a diesel. O setor automotivo representa mais da metade da demanda pelo metal, bem à frente da produção de joias, que representa menos de 30%, segundo a VettaFi.