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Os ETFs não estão parados em uma prateleira ao lado de FIIs, ações, cripto, títulos de renda fixa e outros ativos. Eles são veículos que dão acesso a todas essas classes.
Múltiplas também são as estratégias que podem ser construídas com ETFs. Em sua coluna de hoje, o gestor Bruno Tariki, da Itaú Asset, comenta:
“ETFs funcionam como blocos versáteis, capazes de atender objetivos distintos ao longo do tempo: da exposição direcional à proteção de risco, passando por estratégias táticas e operações de curto prazo.”
Convidamos você a conferir a reflexão do especialista e descobrir também a simplicidade que os ETFs trazem para montar diferentes posições no mercado.
Depois de ser uma das protagonistas da grande leva de estreias de ETFs na bolsa em 2025, a gestora Buena Vista Capital prepara mais um fundo para o investidor brasileiro, com previsão de IPO no dia 12, próxima quinta-feira, segundo o site da gestora.
O PIPE11 terá exposição em MLPs (master limited partnerships), negociações feitas em bolsa que tendem a ter como foco o setor de energia nos EUA.
Em conversa com a tudoETF, Renato Nobile, fundador da Buena Vista, aponta que o ETF conta com uma tese de nicho, complicada de ser acessada pelo investidor brasileiro sem a estrutura de um fundo de índice.
Sobre o setor, o gestor complementa: “A gente acredita que a demanda por infraestrutura de energia só tende a aumentar, dado o contexto de crescimento de data centers e carros elétricos, por exemplo.”
O fundo nasce com a estratégia de dividendos sintéticos da Buena Vista (gerando renda por meio de negociações de opções), além de contar com os proventos gerados pelas próprias MLPs. A taxa de gestão é de 0,83% ao ano e o UBS entra como formador de mercado do produto.
E quem criou o benchmark que o ETF acompanha?

O PIPE11, assim como o GDIV11 e o ETHY11, outros ETFs da Buena Vista, já contam com índices criados pela DEX, nova provedora que fez sua estreia oficial em um evento para o mercado em São Paulo na semana passada.
A companhia conta com a Buena Vista como sócia, assim como a provedora americana VettaFi. Na área de índices, o objetivo é concretizar diferentes estratégias em índices para gestoras brasileiras, focando em alocações customizadas e sob demanda.
A DEX, porém, nasce como um ecossistema: índices, educação, dados e conteúdo sobre o mercado de ETFs.
Entre os planos da empresa, está a criação de um certificado específico para profissionais da indústria que buscam ser reconhecidos como especialistas em ETFs, um projeto que já está em discussão com a Ancord e a Anbima, segundo Renato. E, na agenda de 2026, vem um summit dedicado aos ETFs.
Depois de reduzir a taxa de mais de 90 produtos no começo do ano passado, a Vanguard repetiu a estratégia: desde o começo do mês, mais de 50 ETFs e fundos indexados da companhia cobrarão menos dos clientes, segundo a Morningstar.
Os produtos representam cerca de 10% do patrimônio sob gestão da Vanguard e o corte irá aliviar cerca de US$ 250 milhões dos custos pagos pelos cotistas até o fim de 2026.
Nos EUA, o mercado de ETFs já se sustenta com taxas extremamente baixas: alguns dos fundos da Vanguard passarão a cobrar 0,03%, por exemplo.
Para o Brasil, é natural imaginar que essa seja uma etapa no futuro do amadurecimento da indústria. Quanto mais opções existem para acessar o mesmo ativo, como a bolsa brasileira, o ouro, o S&P 500, a gestora que se comprometer com as taxas mais competitivas pode ganhar o investidor.