
O investidor mais conservador, alocado apenas em renda fixa, sabe das limitações da classe.
Na coluna desta semana, escrita por Pedro Mota e Andrés Kikuchi, os executivos contam em primeira mão como deram um “salto estrutural” nessa concepção ao construir o NLFA11, novo ETF do Nubank.
Com o conhecimento dos bastidores, você fica sabendo como a gestora uniu o acesso a letras financeiras de crédito bancário high grade sem jogar fora os retornos por conta de impostos desnecessários.
Falou em B3, pensou em bolsa. Pensou em bolsa, pensou em Ibovespa. Certo? Vá com calma.
A B3 é uma das grandes provedoras de índices no mercado brasileiro e, entre os seus diversos benchmarks, oito deles ficaram com retorno acima da bolsa brasileira em 2025, que acumulou 33,95%.
Do menor ao maior retorno, confira quem saiu na frente no mesmo período.
O índice é acompanhado pelo ISUS11, ETF da Itaú Asset que acessa empresas reconhecidas por políticas de responsabilidade social e sustentabilidade empresarial. Os setores de maior peso são energia elétrica (20%) e bancos (13,1%). A taxa anual do ETF é de 0,4%.
Com foco em eficiência energética, esse benchmark é acompanhado pelo ECOO11, ETF da BlackRock. A carteira busca exposição a empresas com menor produção de gases de efeito estufa. Papéis da B3, Itaú Unibanco, BB, Raia Drogasil e Vibra Energia são as maiores exposições do ETF, que tem taxa de 0,38%.
O índice traz exposição a empresas brasileiras que abriram capital no exterior (a parte BR+) por meio de BDRs junto às demais empresas do IBOV, todas com o mesmo peso na carteira (a parte EW, equal weight). Quem acompanha é o ETF EWBZ11, da BlackRock, com taxa de 0,3%.
Um benchmark que faz um recorte das empresas de menor volatilidade no Ibovespa. O ETF da vez é o LVOL11, gerido pela Nu Asset e com destaque para os setores de Utilidade Pública (35,7% da carteira), Financeiro (23,3%) e de Materiais Básicos (15,7%). O custo do fundo é de 0,5% ao ano.
Aqui, a metodologia da B3 acompanha somente empresas privadas listadas na bolsa. O Safra gerencia o SPVT11, ETF que acompanha o benchmark e é puxado por VALE3 (10,1%), ITUB4 (9,84%) e AXIA3 (4,55%). Custo anual de 0,5%.
Bancos, fintechs e seguradoras de maior peso no setor financeiro brasileiro. O Itaú acompanha o índice por meio do FIND11, com taxa de 0,5%.
Além de adicionar BDRs (BR+), como Nubank e Mercado Livre, o índice em questão limita o peso dos pesos pesados, permitindo que os papéis de maior representatividade correspondam a no máximo 5% do portfólio. O CAPE11, da BlackRock, segue o benchmark e possui taxa de 0,3% ao ano.
Com uma performance que despontou com folga dos anteriores, o índice acompanha empresas de segmentos como energia, água, saneamento e gás. A Investo administra o UTLL11, que segue o benchmark, cobra 0,5% ao ano e tem entre os principais ativos Sabesp (18,9%), Axia Energia (16,8%), Equatorial (11,6%) e Eneva (9,23%).
As rentabilidades acima se referem ao índice puro e não refletem, necessariamente, o rendimento dos ETFs mencionados, devido à incidência de taxa e tracking error. Além de não tomar rendimento passado como promessa de retorno futuro, leia a lâmina e os materiais atualizados do ETF antes de investir.

Os ETFs ainda passam por um momento de educação na vida dos investidores. Os BDRs de ETFs, então, enfrentam uma barreira ainda maior até ficarem de fato “pop”.
Mesmo assim, esse tipo de investimento, que replica na bolsa brasileira um papel negociado em uma bolsa do exterior, está crescendo: o portal BPMoney, com dados da B3, reportou que já são mais de 1 milhão de investidores em BDRs no Brasil.
Nos BDRs de ações, entre as empresas mais negociadas estão grupos como XP, Tesla, Banco Inter e Nvidia.
Entre os BDRs de ETFs, também conhecidos como ETFs globais, o papel de maior representatividade, correspondendo a 18% do volume negociado no segmento, é o BACW39, da BlackRock.
O BDR da BlackRock é um acesso ao ETF ACWI, negociado na Nasdaq. O fundo original, com mais de US$ 26 bi de patrimônio, tem exposição a ações globais de grande e médio porte, sendo puxado pelas big techs.
Em Wall Street, o retorno foi de 20,6% em 2025. O BACW39, levando em conta o câmbio, retornou 8,6% no mesmo período.