Para ler mais tarde

→ Ganhar R$ 5 mil por mês só investindo em ETFs? Daniel Rocha, do E-Investidor, abordou a análise de Geraldo Búrigo (o primeiro entrevistado da tudoETF, aliás). O consultor e analista CNPI construiu uma alocação com quatro ETFs, prevendo o valor dos aportes mensais necessários e simulando uma rentabilidade anual. Clique para descobrir os dados.

→ Fala, gestor: ETFs de renda fixa. Em matéria de Guilherme Serrano Silva, a Suno levantou a hipótese dos fundos de índice da classe substituírem a indústria massiva de fundos tradicionais de renda fixa, presentes na carteira de diversos brasileiros. Gestores e analistas comentaram o tema, incluindo as vantagens fiscais dos ETFs e a tendência para os fundos da classe em 2026. Confira o conteúdo.

→ Você escolhe ETF olhando apenas para a taxa? Dan Sotiroff, analista da Morningstar, quer que você repense essa estratégia. A crítica é em especial para quem investe em ETFs de Wall Street, foco da análise de Sotiroff. Sobreposição de riscos, liquidez e atenção aos ETFs de gestão ativa são elementos que devem entrar na decisão, segundo o especialista. Leia a reflexão [conteúdo em inglês].

Venezuela: sinais econômicos para prestar atenção

Pautar a recente crise entre Estados Unidos e Venezuela é correr contra o tempo: desde que Maduro foi capturado pelos EUA em Caracas, qualquer previsão do futuro geopolítico muda de hora em hora.

Não vamos nos precipitar em olhar para o conflito com a lente de “em qual ETF investir”, mas compartilhar alguns tópicos que a editoria de finanças da CNBC levantou como de alto interesse para os mercados globais.

Petróleo: atenção ao mercado, não só ao preço

Billy Leung, estrategista sênior da Global X ETFs, comenta: “A questão crucial é se a oferta de petróleo no mercado vai se restringir. Enquanto o Brent estiver sendo negociado em torno de US$ 60 [...], o mercado sinaliza ampla oferta e pouca preocupação com a interrupção causada pela Venezuela.”

Atenção à volatilidade

O VIX, o “índice do medo”, é um termômetro para situações como essa. Segundo o porta-voz da Global X, “o índice está bem abaixo dos níveis de estresse e muito distante do pico de mais de 50 pontos observado durante os choques tarifários do ano passado. [...] Isso mostra que os mercados não estão dispostos a pagar caro por proteção, apesar das notícias geopolíticas alarmantes”.

A firmeza do ouro

O ouro vai bem “quando as pessoas perdem a fé em como o mundo funciona”, segundo Adrian Ash, da BullionVault. Essa é uma das razões por trás do recorde conquistado pela commodity em 2025. Frente ao conflito, o Standard Chartered mantém o otimismo em relação ao ativo. Hoje em cerca de US$ 4.460 por onça, o banco vê uma apreciação do ouro para US$ 4.800 em 2026.

Olhando para o longo prazo (que deve ser o foco de qualquer investidor em busca de proteção e acúmulo), a reportagem ressalta que “o risco não é a situação da Venezuela em si, mas sim se o episódio irá alterar o comportamento político em outras partes do mundo.”

7 tendências para os ETFs em 2026

O InvestNews levantou três tendências para a indústria de ETFs locais, em especial considerando o que vimos em 2025 na B3, quando tivemos 60 novos fundos de índice listados.

Para o portal, há três estratégias que devem ganhar fôlego e popularidade nos próximos 12 meses.

1. ETFs que pagam dividendos

Em uma indústria marcada por estratégias de reinvestimento (quando qualquer provento recebido por um ativo na carteira do ETF é reinvestido na cota), os fundos da bolsa que fazem “pingar dinheiro” regularmente crescem.

Gestoras como Itaú, Nu Asset e Buena Vista possuem produtos que dão essa opção ao investidor. No país apaixonado pela renda passiva, acreditamos que esse talvez seja um dos propulsores da popularização dos ETFs entre o varejo.

2. Estratégias híbridas

ETF de renda variável ou de renda fixa? Há os que unem os dois. O InvestNews relembra que o primeiro ETF brasileiro da classe foi o GOAT11, que completa um ano em maio, e aloca 80% em títulos de inflação e 20% em S&P 500.

A alocação dos híbridos do Nubank, HGBR11 e HYBR11, foi tema de coluna exclusiva dos gestores da Nu Asset aqui na tudoETF, e você pode conferir a estratégia lendo o artigo.

3. Para além do índice

Enquanto a regulamentação dos ETFs de gestão ativa (voltados à superação de um índice), há espaço para os chamados ETFs smart beta ganharem visibilidade, segundo o portal. O seguinte trecho ilustra bem a classe:

“Em vez de comprar ‘o mercado como ele é’, esses ETFs seguem índices construídos a partir de fatores, quer dizer, características mensuráveis das ações que influenciam seu comportamento ao longo do tempo, como sensibilidade às oscilações do mercado ou histórico de dividendos. É nesse contexto que aparecem os ETFs de volatilidade, que tentam moldar a experiência do investidor dentro da bolsa.” Como exemplo, você pode pesquisar o recém-lançado BVBR11, da Investo.

De olho nas bolsas americanas, o Yahoo! Finance também traçou as suas previsões para o mercado. Vamos complementar a lista.

4. O S&P 500 segue gerando otimismo

No patamar de 6.900 pontos atualmente, firmas como JP Morgan, HSBC, Morgan Stanley e Deutsche Bank fecharam 2025 com previsões que vão de 7.500 a 8.000 pontos para o maior índice de ações do mundo até o final de 2026.

Dubravko Lakos-Bujas, estrategista do JP Morgan, comenta: “Múltiplos elevados, refletindo expectativas de crescimento de lucros acima da média, um boom de investimentos impulsionado por IA, o aumento nos pagamentos aos acionistas e uma política fiscal mais flexível provavelmente irão impulsionar os ganhos do mercado de ações.”

5. Confiança nos metais

Como abordamos acima, o ouro foi um dos destaques de 2025. A prata também, com ambos os metais tendo batido recordes históricos. O mercado segue otimista com a apreciação dessas commodities valiosas, adicionando à análise outros elementos da tabela periódica, como o cobre, que se beneficia de demandas específicas de diferentes indústrias.

6. Bancos: depois de anos de volatilidade...

As ações de bancos nos EUA podem ver um 2026 favorável por uma conjunção de diversos fatores, do caminho da taxa de juros local à crescente demanda de crédito no país. O veículo destaca a performance do KBWB, ETF da Invesco focado no setor e que, em 2025, valorizou mais de 30%.

7. O empurrão da IA nos ETFs de energia renovável

A demanda energética criada pelo processamento de dados em tempos de inteligência artificial tem culminado em mudanças na indústria de energia limpa, tornando-a mais competitiva. A janela de tempo é curta, mas ETFs em Wall Street como TAN e PBW, voltados ao setor, valorizaram 48,4% e 60%, respectivamente, no segundo semestre de 2025.

Quer aprofundar? O Yahoo! Finance ainda fez outras duas previsões. Entre elas, uma possível resposta à pergunta: ETFs de IA seguem atrativos? Acesse para ler a matéria completa.